A Revista Playboy avaliou a Cia. de Rafting em uma reportagem na edição de fevereiro/2001. Nota máxima em 4 dos 5 itens. Confira a seguir!

Cena 1: Remadas fortes, sincronizadas, impulsionam o bote de borracha. A força da correnteza já o leva para a corredeira a frente. Ele entra no turbilhão de água, quase vira, e finalmente alcança um remanso.
  • Cena 2: A neblina desce em direção ao curso do rio com uma rapidez mágica. Em poucos minutos o bote ao lado é escondido pela névoa densa.
  • Cena 3: O aventureiro mede a distância, toma fôlego e em passos largos salta de uma pedra sobre o lago gelado para um mergulho relaxante. Ação, aventura e até suspense fizeram parte do teste surpresa que PLAYBOY realizou este mês. Um rafting de 6 horas no Rio Paraibuna, dentro do Parque Estadual da Serra do Mar, na região próxima a São Luiz do Paraitinga, a 200 km de São Paulo. Um teste com gosto de vale a pena fazer de novo...várias vezes.



  • Atendimento
    A empresa escolhida para a aventura foi a Cia. de Rafting (R. Engº Demeval Veras, 27, São José dos Campos, tel. (12) 3912 - 9797). A homepage (www.ciaderafting.com.br) da companhia tem mapas, dicas de acesso, preços e planos oferecidos. A reserva pode ser feita pela internet ou por telefone. Preferimos falar diretamente. A cordialidade da empresa não foi deixada de lado, nem depois de dois cancelamentos seguidos da nossa equipe espiã.

  • Guia
    O paulistano Pedro, 19 anos, seguiu à risca a cartilha do bom guia. Simpático e solícito, comentou sobre a fauna, a flora e a geografia do Parque Estadual da Serra do Mar, falou da colonização e da história da região e foi incisivo quanto à segurança no rafting.



  • Adrenalina
    São cerca de 18 km em 6 horas rio abaixo. Os botes enfrentam corredeiras de nível 2, 3 e 4 (numa escala até 6), radicais o bastante para dar aquele friozinho na barriga. A aventura inclui uma espécie de corredor de pedra no qual o bote é quase coberto pela queda d'água e ainda uma parada com direito a saltos numa piscina natural. Quase no final é a hora do "surfe": todos remam contra uma cachoeira e o bote "briga" para manter-se estável. O "surfe" rende algumas quedas e os momentos mais engraçados do rafting. Tiramos um coelhinho nessa categoria por causa de algumas paradas feitas durante o percurso. Necessárias, mas às vezes demoradas demais.

  • Segurança
    Capacetes e coletes em bom estado garantem aparte da proteção. Além disso, a cada corredeira os guias se posicionam em locais estratégicos para o resgate. A segurança inclui ainda um caiaque para abordagem mais rápida ao "náufrago".


  • Visual
    Nas margens do Paraibuna a diversidade da Mata Atlântica é um espetáculo. Bromélias descem de cedros, canelas, araçás. E cotias, quatis e macacos-prego podem ser vistos com alguma sorte. Na água, surpreende a transparência e a quantidade de peixes, como a pirapitinga, uma espécie não encontrada em outro lugar do mundo. Outra cena marcante é a neblina que desce, em segundos, sobre o rio e desaparece na mesma velocidade. Imagem espetacular.




    Reportagem: Eduardo Burckhardt
    Fotos: Ana Paula Paiva

Cia de Rafting
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